Um mal que se tornou moda: Ideologia de Género

Já ouvi falar deste tema, já li livros e vários artigos científicos. Mas quando vi um vídeo que circulou na net, do qual deixo o linkhttp://www.pbs.org/wgbh/frontline/film/growing-up-trans/ , assustei-me com o que se anda a fazer às nossas crianças. Sim, falo de crianças, com idades entre os 3-10 anos. Meninos que crêem que são meninas ou meninas que crêem que são meninos. Dizem que não se sentem bem no seu papel e querem mudar. E, até têm o consentimento dos seus pais.

Vamos tentar perceber o que isto é e dar o nome às coisas.

Todos nós queiramos ou não, nascemos de um pai e de uma mãe. Ninguém nasce com um género. Todos nascemos com um sexo biológico. Ou somos homens ou somos mulheres. E isto é o que chamamos de conceito biológico objectivo.

Segundo S. João Paulo II a diferenciação sexual não se reduz ao domínio corporal, mas antes é diferenciada e modulada para os âmbitos mais íntimos do homem e da mulher. É uma característica primária que acompanha a pessoa durante a sua existência e que ultrapassa o determinismo puramente biológico. Por isso mesmo, não dizemos que uma pessoa “tem” um sexo masculino ou feminino, mas antes, dizemos que “é” um homem ou uma mulher. Há uma grande diferença entre TER e SER.

A ideia de género é um conceito sociológico e psicológico. É a consciência e a percepção da pessoa como homem ou mulher. Ou seja, entende-se o género como um conceito cultural.

Na reportagem que aconselho a verem, são administrados às crianças, bloqueadores hormonais de puberdade para que a criança possa ‘personificar’ o sexo oposto. Estes medicamentos vão suprimir a produção de estrogénio ou testosterona. O objectivo é parar por um determinado tempo, a puberdade natural. O que é rigorosamente como carregar num botão de ‘pausa’ no crescimento de uma criança. Nas meninas não se desenvolvem as mamas nem aparece a menstruação. Nos meninos bloqueia o aparecimento dos pelos faciais- bigode e barba e controla o tom de voz. Até que, os pais e a comunidade médica percebam se a decisão que tomaram é o caminho certo ou não.

Se for para continuar com a transição, a partir do final da adolescência e para toda a vida estas crianças agora jovens tem de tomar hormonas sexuais cruzadas – testosterona ou estrogénio e claro ficam mais susceptíveis aos efeitos e riscos associados tais como: hipertensão, coágulos de sangue, derrame cerebrais e cancro. Já para não falar das potenciais consequências que podem estar escondidas, pela toma excessivamente prolongada das hormonas e que ainda não foram bem estudadas.

Em termos estatísticos é importante destacar, que se confirma com uma percentagem bastante elevada, que os meninos e meninas com género confuso acabam por aceitar o seu sexo biológico, após passarem pela puberdade dita normal.

O que estão a fazer às nossas crianças?

Pode-se ler nos Cuadernos de Bioética, na 26ª edição, que estas crianças aparentam ter uma predisposição genética, cuja causa se deve a uma desregulação da actividade das hormonas sexuais no cérebro, durante o desenvolvimento pré-natal e neonatal.

A questão é deveras pertinente e não se pode tratar transtornos como modas. Estas transições permitem apenas reduções do nível de angústia psicossocial. Mas não vão resolver o verdadeiro problema. O problema de fundo. O importante e necessário é tratar e trabalhar com a criança. O que acontece é que o cérebro pode errar as suas percepções, mas o corpo não mente.  Este transtorno deverá ser tratado e a mudança artificial para um tipo de corpo desejado não é um tratamento.

Desde a infância, cada um deve encarar e enfrentar o seu próprio corpo, que lhe é dado, e deve desenvolver a sua identidade psíquica, de acordo com a sua identidade sexual. Quer dizer que tem como tarefa reconhecer e desenvolver sentimentos e tendências emocionais compatíveis com a sua própria biologia. Aceitando-se tal como é.

Seja como for, toda a terapia aplicada deve ser realizada por especialistas e equipas multidisciplinares. Mas uma coisa é certa: por mais fortes que sejam as pressões ideológicas, a classe médica não deve esquecer a sua deontologia ética.


Anúncios